Francesc Artigau – Oscar Astromujoff – Antonio Castell Rey – Paloma Gago – Amara García – Elena Raposo – Cecilia Rodas – Luis Ventós
Na Fundação IBO seguindo a nossa tradição de apoiar-nos na arte e na cultura para obter recursos para o desenvolvimento da ilha de Ibo, juntámo-nos a um pequeno grupo de artistas que, comprometidos com o projeto, colocaram toda a sua imaginação na elaboração de um programa artístico. Toda a sua imaginação na elaboração desta série de capulanas que tenho o prazer de apresentar.
Cada uno de ellos, a través de su experiencia vital y su cultura occidental ha querido plasmar su visión mozambiqueña, dando lugar a esta singular colección donde se fusionan dos mundos diferentes.
Fundação IBO agradece a todos e cada um dos artistas, este magnífico trabalho fruto do compromisso e do talento, e que representa, sem dúvida, um passo mais em direção ao desenvolvimento de Ibo.
“Agricultura familiar na África – Visão geral das boas práticas agrícolas na África Subsaariana”
Este livro, elaborado pela Universidade de Milão em colaboração com o Istituto Oikos e com o apoio da Fundação IBO, faz parte do projeto europeu Food We Want, centrado na promoção da agricultura familiar sustentável como ferramenta fundamental para combater a fome e a pobreza em África.
A publicação compila boas práticas agrícolas em três países — Quénia, Tanzânia e Moçambique —, destacando a importância das técnicas sustentáveis para melhorar a produtividade e preservar os recursos naturais. Em Moçambique, a Fundação IBO desempenhou um papel essencial como parceiro local, facilitando a investigação de campo e apoiando o desenvolvimento de comunidades rurais na província de Cabo Delgado.
O Parque Nacional das Quirimbas, na província de Cabo Delgado (Moçambique), é uma área protegida de natureza extraordinária que combina habitats marinhos e terrestres. Foi criado em 2002 e ocupa cerca de 7.500 km², dos quais uma parte considerável é oceano, mangais e recifes de coral.
Aqui convergem florestas secas, savanas, manguezais, praias de areia branca e um arquipélago de ilhas — 11 das quais estão dentro do parque — onde as águas azul-turquesa e os recifes intactos oferecem um dos ecossistemas marinhos mais valiosos de África.
Do ponto de vista da Fundação IBO, este parque representa uma referência fundamental: é um modelo de como a conservação da natureza, o património cultural e o desenvolvimento comunitário podem alinhar-se. As comunidades costeiras e das ilhas que lá vivem dependem do mar e da terra; ao mesmo tempo, o parque abre oportunidades de turismo ecológico, sensibilização ambiental e valor cultural, áreas que nossa fundação promove ativamente.
Publicado com a colaboração da Fundació Vila Casas e apresentado na Sala Parés de Barcelona, este catálogo acompanha a exposição homónima do artista Lluís Ventós (Barcelona, 1952). A obra nasce da sua viagem à ilha de Ibo, em Moçambique, e do seu envolvimento com a Fundação IBO, que trabalha para o desenvolvimento sustentável da comunidade local.
O livro combina texto, desenho, escultura e pintura para refletir a essência espiritual e visual da ilha: a sua luz, os seus barcos, as suas pessoas e a relação íntima entre a natureza e a vida quotidiana. Através de séries como Kunanga Niza (o olhar), Ussiku (a noite) ou Àzali (a natureza), Ventós plasma a beleza e a dureza do ambiente numa linguagem artística que une abstração e emoção.
O catálogo inclui textos de Luis Álvarez, Joan Alemany, Sònia Villegas e Joan Simó, e fotografias de Joan Alemany, Pau Català, Ferran Giménez e Jaume Riba, todos eles ligados ao trabalho cultural e social da Fundação IBO.
Mais do que um livro de arte, IBO é um testemunho visual de cooperação e respeito por uma terra única. Nas palavras do próprio Ventós, a sua experiência na a ilha foi «uma viagem para o interior, provocada pelas pessoas, pela luz e pela natureza».
Na costa norte de Moçambique, ao longo de um extenso trecho entre a cidade de Pemba e a fronteira com a Tanzânia, e em algumas ilhas próximas, vive a comunidade mwani. O significado do seu próprio nome é muito significativo: povo que habita a praia. Os mwani e a sua forma de se relacionar com o mar em espaços naturais amplos e belos criaram uma cultura marítima e configuraram uma paisagem humana extraordinária que o livro e as suas belas fotografias descrevem detalhadamente.
A população de Ibo, na ilha com o mesmo nome, foi capital desta vasta região del norte de Moçambique entre o final del século XVIII e principios del século XX, sob domínio colonial português. Atualmente continua mantendo uma importante incidência cultural na sociedade mwani.